terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Procura-se sonhos perdidos

Eu tinha sonhos
De verão e primaveras
Eu tinha um mundo
Que criei
Havia invernos e outonos
Havia riquezas não-palpáveis
Realidade incomensurável
Meus mitos, meus monstros
Minha terra não-natal
Porém minha; e sua.
Havia você.
Havia.

terça-feira, 10 de maio de 2011

#daqui pra frente

Às vezes acho esses lances aqui muito esquisitos.

Tudo bem... A proposta é ser estranho.

Há um fundo político nisso tudo.

Mas me incomoda.

Porém, não consigo "migrar" para outro blog, outro título, outra marca, outro pseudônimo.

Me identifico com esse.

Queria um sentido aqui.

Um trabalho de comunicação.

Vou trabalhar nisso.

Juro.

Maio

Maio
(Luiz Henrique Costa)

Maio.
Alegria!
É Maio!

Mãe,
É Maio!

Mãos à obra,
Muitas ações.

Mãe,
É Maio!



Punge

Punge
(Luiz Henrique Costa)

Ainda está dentro, e vive por dentro
Ainda punge, pulsa, pensa
Repulsa, repensa e recria
Tudo ele recria
O que está lá começou aqui
O que cerca, cerca o que precisa ser cercado.

O que é
Precisa ser,
Senão
Não é nada.

Aqui passou um vento forte
Levou tudo
Levou o que era leve
E derramou o que era pesado

O que é
Precisa ser,
Senão
Não é nada.

#De volta

Sempre quando clico em "nova postagem" me dá um branco. Mas vou tentar escrever de qualquer maneira, pois isso aqui tem me feito falta.

Poesia? Sei lá... Não sei se vai funcionar. O que é poesia feita para ser lida na internet? Ainda é poesia? Eu não leio muito livros de poesia... Eu posso ser poeta? Mas gosto de letras de música e livros de sociologia, serve?

Alguém ainda se interessa por poesia? Alguém sabe criticar uma poesia? O colégio ensina isso? Eu faço poesia contemporânea? Poesia é para todos? Tenho influências concretas? neo-concretas?... Poeta naif? Poderia eu criar esse movimento?

São tantas questões que não sei o que vai ser, o que vai rolar. Mas vou escrever, pois eu mesmo disse que se calar dói. E tá doendo.


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Quente.

Quente.
(Luiz Henrique Costa)


Mundo breve
Que eu vejo
Leio e sinto
Palavras à margem do meu pensamento

Subjetividade acesa, rica
Que quer sair
E eu deixo, livre

Me conte uma certeza
Me dê as horas certas
Faça me rir por um instante

Seja breve o suficiente
Não use fórmulas ou fomulários
Seja o que é, e o que for.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

2am
(Luiz Henrique Costa)

ignore-me
mate-se
eu penso
e existo

assista-me
repara-me
eu olho
e fito

fale-me
cale-me
eu canto
e grito