quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Coração Poente

Coração Poente
(Luiz Henrique Costa)

Coração entope
Quando há limo nas palavras-fechaduras
Coração abre
Quando escrevo sem pontuação
Coração não atura
A mania de esconde-esconde
Perplexo, se põe
E nasce no lado oposto
Ao Sol.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Humanóide

Humanóide
(Luiz Henrique Costa)

Era tão bom quando era humano
Era tão difícil quando era humano
Tão fêmea, tão macho - quando era humano

Era tão diferente de tudo que existia
Era tão mutável, quando era humano
Havia sabores, cores e sentidos
Quando éramos humanos

Agora tudo engrenou
Agora tudo engraxou
Agora tudo engavetou
Tudo embotou

Agora o ser é semi-humano
Semi-cor, semitons,
Um ser sem si em semi-metafisica


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Procura-se sonhos perdidos

Eu tinha sonhos
De verão e primaveras
Eu tinha um mundo
Que criei
Havia invernos e outonos
Havia riquezas não-palpáveis
Realidade incomensurável
Meus mitos, meus monstros
Minha terra não-natal
Porém minha; e sua.
Havia você.
Havia.

terça-feira, 10 de maio de 2011

#daqui pra frente

Às vezes acho esses lances aqui muito esquisitos.

Tudo bem... A proposta é ser estranho.

Há um fundo político nisso tudo.

Mas me incomoda.

Porém, não consigo "migrar" para outro blog, outro título, outra marca, outro pseudônimo.

Me identifico com esse.

Queria um sentido aqui.

Um trabalho de comunicação.

Vou trabalhar nisso.

Juro.

Maio

Maio
(Luiz Henrique Costa)

Maio.
Alegria!
É Maio!

Mãe,
É Maio!

Mãos à obra,
Muitas ações.

Mãe,
É Maio!



Punge

Punge
(Luiz Henrique Costa)

Ainda está dentro, e vive por dentro
Ainda punge, pulsa, pensa
Repulsa, repensa e recria
Tudo ele recria
O que está lá começou aqui
O que cerca, cerca o que precisa ser cercado.

O que é
Precisa ser,
Senão
Não é nada.

Aqui passou um vento forte
Levou tudo
Levou o que era leve
E derramou o que era pesado

O que é
Precisa ser,
Senão
Não é nada.

#De volta

Sempre quando clico em "nova postagem" me dá um branco. Mas vou tentar escrever de qualquer maneira, pois isso aqui tem me feito falta.

Poesia? Sei lá... Não sei se vai funcionar. O que é poesia feita para ser lida na internet? Ainda é poesia? Eu não leio muito livros de poesia... Eu posso ser poeta? Mas gosto de letras de música e livros de sociologia, serve?

Alguém ainda se interessa por poesia? Alguém sabe criticar uma poesia? O colégio ensina isso? Eu faço poesia contemporânea? Poesia é para todos? Tenho influências concretas? neo-concretas?... Poeta naif? Poderia eu criar esse movimento?

São tantas questões que não sei o que vai ser, o que vai rolar. Mas vou escrever, pois eu mesmo disse que se calar dói. E tá doendo.