Texto retirado do livro "A linguagem secreta dos aniversários - Perfis de personalidade conforme o dia de nascimento"
de Gary Goldshneider e Joost Elffers
Editora Campus.
As pessoas nascidadas no dia 7 de junho não apenas conhecem a opinião do público, mas, muitas vezes, estabelecem a moda para seu ambiente social ou familiar. Essas pessoas vívidas podem ser pouco práticas ou sonhadores pouco confiáveis, mas, certamente, sabem realizar os desejos e pensamentos dos demais. Na verdade, sua confiança e seu carisma podem levar a decepções, no sentido de que podem ser escolhidos para desempenharem papéis inadequados para eles. Entretanto, se chegarem a alcançar uma aprovação da sociedade como um todo, têm o que é necessário para cativar as pessoas com seu charme sedutor. Muitas vezes, esse talento é utilizado de maneira natural, inconscientemente, e não calculada.
Para terem sucesso duradouro é muito importante que mergulhem profundamente na vida, não se satisfazendo em ficar na superfície. Com freqüência considerados superficiais, precisam expandir seu horizonte para além dos aspectos materiais da vida, como roupas, carros, casas e dinheiro. Isso será um fator primordial para determinar se podem ou não fazer amizades profundas e assumir compromissos importantes. Se se recusarem a buscar uma base mais profunda para sua vida, em geral fracassam repetidamente em estabelecer intimidade em seus relacionamentos pessoais. Os nascidos nesse dia podem não ser conscientes das suas deficiências até que, algum dia, alguém com quem realmente se importam os alerta, talvez de maneira
não muito gentil.
Normalmente, a "linguagem" na qual os nascidos em 7 de junho são especialistas é decididamente a não-verbal, podendo, ainda, não ser especilmente intelectual. A linguagem visual e corporal lhes é natural, assim como a linguagem do amor. Seu desejo de seduzir as pessoas, de modo literal ou figurado, corresponde à habilidade que têm para fazê-lo. Essa sedução pode assumir tanto a forma física quanto verbal. Infelizmente, o que significa muito para os demais pode ser para pessoa de 7 de junho meramente um desejo passageiro. Por isso, é grande sua capacidade de decepcionar.
Às vezes, os nascidos no dia 7 de junho podem mostrar tendeências a um comportamento ostensivamente bizarro. Na maioria das vezes, isso é um desfarce inofensivo; talve estejam apenas experimentando uma nova atividade ou modo de expressão, como alguém que experimenta um chapéu novo. Na verdade, os nascidos no dia 7 de junho são dos mais divertidos do ano - o que é especialmente verdade quando são anfitriões.
As pessoas nascidas no dia 7 de junho são, sem dúvida, tipos sensuais e físicos, que desfrutam de todas as formas de movimento e contato corporal. Além disso, adoram chocar as pessoas e fazer brincadeiras. Acima de tudo, desprezam pessoas pretenciosas, que assumem ares superiores. Mesmo quando extremamente bem-sucedidos, orgulham-se de manterem a naturalidade e de permanecerem em sintonia com os tempos atuais. Entreter é, provavelmente, o que lhes dá mais satisfação, quer atuando, quer apreciando a atuação de outras pessoas.
domingo, 1 de junho de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Na rua
Na rua
(Luiz Henrique Costa)
Ando na rua olhando para os lados
Presto atenção nos novos rostos
E em tudo o que acontence
Acho que é por curiosidade
Curiosidade por tudo o que me insere
E onde estou contido
Algumas pessoas não se veêm
Passam fitando seus sapatos
Medindo seus ponteiros
Seguindo seu próprio rumo
(Luiz Henrique Costa)
Ando na rua olhando para os lados
Presto atenção nos novos rostos
E em tudo o que acontence
Acho que é por curiosidade
Curiosidade por tudo o que me insere
E onde estou contido
Algumas pessoas não se veêm
Passam fitando seus sapatos
Medindo seus ponteiros
Seguindo seu próprio rumo
terça-feira, 20 de maio de 2008
Vontade
Vontade
(Luiz Henrique Costa)
Sou atração e retração
Quero o desgosto
Gosto quando não quero
Minha imaginação deu asas à minha vontade
Vontade cega que quer ser reconhecida
Vontade sem razão compreendida em si mesma
Vivo aqui dentro e não por dentro
Por dentro não há luz
Não há como saber
Vivo sem roteiro
Respiro sem motivo
Me sinto dirigido
Em múltiplas direções
(Luiz Henrique Costa)
Sou atração e retração
Quero o desgosto
Gosto quando não quero
Minha imaginação deu asas à minha vontade
Vontade cega que quer ser reconhecida
Vontade sem razão compreendida em si mesma
Vivo aqui dentro e não por dentro
Por dentro não há luz
Não há como saber
Vivo sem roteiro
Respiro sem motivo
Me sinto dirigido
Em múltiplas direções
Tudo bem
Tudo bem
(Luiz Henrique Costa)
Mais uma idéia subaproveitada
Amontoram-se palavras
E perdeu-se o nexo
À minha frente, o branco do papel:
Minha falência na síntese das cores
Tudo que eu tinha pra dizer
Eu usei contra mim mesmo
Antes que alguém o fizesse
E eu o fiz por medo e preguiça
Medo de começar um novo incêndio
E preguiça de ter de apagá-lo
Mesmo assim está tudo bem
Eu acabei não dizendo nada
E está tudo bem
(Luiz Henrique Costa)
Mais uma idéia subaproveitada
Amontoram-se palavras
E perdeu-se o nexo
À minha frente, o branco do papel:
Minha falência na síntese das cores
Tudo que eu tinha pra dizer
Eu usei contra mim mesmo
Antes que alguém o fizesse
E eu o fiz por medo e preguiça
Medo de começar um novo incêndio
E preguiça de ter de apagá-lo
Mesmo assim está tudo bem
Eu acabei não dizendo nada
E está tudo bem
terça-feira, 13 de maio de 2008
Amor
Amor
(Luiz Henrique Costa)
amor é vício de linguagem
é metáfora gasta
ferro oxidado
amor é senso comum
alguns encontram-no em corpo
outros escondem-no em espírito
amor é cego
ouve pouco
e fala muito
amor aparece como fruto
de uma bela árvore
concebida ao acaso
amor é feito de medo
amamos em nome do medo da falta
amor é intensificado pela diversidade
quanto mais temos
mais amamos
amor é referencial
depende do mais próximo
amor é monocromático
é quente
é vermelho intenso que fadiga
a fadiga é temporária
o amor não tem calendário
(Luiz Henrique Costa)
amor é vício de linguagem
é metáfora gasta
ferro oxidado
amor é senso comum
alguns encontram-no em corpo
outros escondem-no em espírito
amor é cego
ouve pouco
e fala muito
amor aparece como fruto
de uma bela árvore
concebida ao acaso
amor é feito de medo
amamos em nome do medo da falta
amor é intensificado pela diversidade
quanto mais temos
mais amamos
amor é referencial
depende do mais próximo
amor é monocromático
é quente
é vermelho intenso que fadiga
a fadiga é temporária
o amor não tem calendário
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Na madruga
Na madruga
(Luiz Henrique Costa)
É madrugada mais uma vez. Não ouço mais nada, além da voz incerta em minha cabeça a pensar.
Não foi um dia cheio. Nada aconteceu.
Mas quis escrever; estava com saudades.
Estava e ainda estou.
Estou, pois não te reencontrei, e porque ainda posso sentir teu suor ardente em tudo que vejo.
Que engraçado! Não há nada teu aqui. Eu te vejo mas não te encontro.
Não há provas de que você tenha existido. Ninguém sabe que eu te sei.
Mas lembro como se fosse hoje. Hoje - esta fosca madrugada. Hoje, depois da pontual meia-noite.
Como eu te disse: sem o sol, ouço melhor as lembranças, e logo encontro teu cheiro dentre os odores monótonos desta esquecível noite irreluzente que paira sobre minha inconstante alma.
(Luiz Henrique Costa)
É madrugada mais uma vez. Não ouço mais nada, além da voz incerta em minha cabeça a pensar.
Não foi um dia cheio. Nada aconteceu.
Mas quis escrever; estava com saudades.
Estava e ainda estou.
Estou, pois não te reencontrei, e porque ainda posso sentir teu suor ardente em tudo que vejo.
Que engraçado! Não há nada teu aqui. Eu te vejo mas não te encontro.
Não há provas de que você tenha existido. Ninguém sabe que eu te sei.
Mas lembro como se fosse hoje. Hoje - esta fosca madrugada. Hoje, depois da pontual meia-noite.
Como eu te disse: sem o sol, ouço melhor as lembranças, e logo encontro teu cheiro dentre os odores monótonos desta esquecível noite irreluzente que paira sobre minha inconstante alma.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Não há ninguém aqui
Não há ninguém aqui
(Luiz Henrique Costa)
Por que este banho demorado, se amanhã vai chover?
Por que os risos, se não há ninguém aqui?
Pra que esta culpa, se só você pode sentir?
Pra que tantos dentes, se eu só quero um beijo?
Pra que dinheiro, se teu custo é tão baixo?
Pra que os retrados, se perdeste a memória?
Guarde suas explicações, pois as parades não querem ouvir agora.
Não economize o tempo; ele sempre acabada mais cedo.
Não tente prever; o futuro só habita o imaginário.
(Luiz Henrique Costa)
Por que este banho demorado, se amanhã vai chover?
Por que os risos, se não há ninguém aqui?
Pra que esta culpa, se só você pode sentir?
Pra que tantos dentes, se eu só quero um beijo?
Pra que dinheiro, se teu custo é tão baixo?
Pra que os retrados, se perdeste a memória?
Guarde suas explicações, pois as parades não querem ouvir agora.
Não economize o tempo; ele sempre acabada mais cedo.
Não tente prever; o futuro só habita o imaginário.
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